quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Pedindo humildemente...

Ando meio sem paciência... Ando com dificuldades de escolher as palavras certas pra dizer o que eu sinto... Ando com problemas pra entender o que eu sinto... Eu sinto tanto... Eu ando tanto... Queria tanto poder dizer pra cada um e ouvir cada um... queria ouvir seus desabafos e poder desabafar também.
Ser forte... Somos fortes, mas mesmo os mais fortes sofrem. Ando sofrendo por tentar ser forte... O problema está em as pessoas entenderem que os fortes também tem direito de se desesperar... chorar... pra rir de tudo depois...
Não posso chorar quando me machucam. Não posso chorar quando estou triste. Não posso chorar na frente dos outros. Não posso chorar sequer no meu travesseiro. Não posso chorar pelos outros. Não posso chorar por mim mesma.
E com essas lágrimas travando minha respiração não sei mais o que fazer... Quero gritar, mas não quero deixar de ser forte. Quero te ouvir, mas também preciso ser ouvida. Não posso só enxugar as lágrimas alheias... Necessito que alguém enxugue as minhas.
Me deixem chorar e enxuguem minhas lágrimas por favor. Me deem o direito de mesmo sendo forte, receber colo e carinho as vezes. Eu sou só uma criança perdida, uma adolescente confusa e uma mulher cheia de problemas, pedindo humildemente um cafuné enquanto choro, e um abraço apertado. Mas me deixe chorar. Obrigada.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Por que...

Por que temos medo dos nossos pensamentos?
Por que temos medo das nossas vontades?
Por que temos que esconder nossos desejos?
Por que temos fingir que nada está acontecendo dentro de nós?
Por que tanta política em volta de sentimentos?
Por que tantos impedimentos colocados por nós mesmos?
Eu só queria poder expor tudo o estou pensando agora sem medo do depois. Eu só queria poder ser sincera comigo mesma e admitir certas coisas... É tão difícil assim deixar nosso instinto falar mais alto? Por que inventamos tantas normas de comportamentos que só servem pra meia dúzia? A única coisa no meio dessa confusão toda é que entendo muitos "por quês" que antes nem imaginaria justificar nada, mas que hoje fazem todo sentido pra mim, e que temo por mim mesma porque sei que não demorará muito mais essa libertação. Pobre alma que ouvirá de almas covardes que não deveria ter feito o que fez e não adiantará dizer que estava vivendo, eles não sabem o que é isso.
Não quero ser covarde, na minha alma não espaço pra isso. Quero sabedoria pra usar a coragem de usar meus instintos e ser quem sou, fazendo o que quero fazer e do jeito que eu imaginar.
E você tem medo? Vai dizer que você também não quer? Vamos?


"minhas vértebras pra trás,
suor frio que pinica,
eu senhora, tu rapaz,
transado em mim estica.
agradável me indica
pra você, sou eu feroz,
nas quatro paredes quica
gemidos de minha voz." - Volúpia

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pena...

É uma pena ter aprendido que cada um tem o seu tempo e que a maioria das pessoas só aprende errando... Nem sempre podemos ficar alertando nossos amigos de tudo, evitando que caiam em ciladas, que andem com pessoas que as odeiem e a convidam só pra ter de quem rir depois... É uma pena que nossos amigos tenham tempos diferentes pra entender quem é amigo e quem não é... é uma pena... Só queria poder dizer.. não vai, não faça mais isso... não aceite esses convites por mais que não goste de ficar sozinha... Não aceite ser feita de piada da noite só pra poder sair de casa, não se junte com quem te odeia só com medo da falsa solidão... é uma pena... Mas não posso fazer ninguém ver além do que quer... Não posso te abrir os olhos  a todo instante, você precisa aprender sozinha... E isso é uma pena... uma pena... pena...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Falando...

Adoraria saber de verdade quem eu sou.. do que sou capaz... Será que alguém sabe? As vezes penso que não saí da adolescência, minhas duvidas não terminaram. Ou será que serão eternas? Ninguém nunca me ensinou sobre isso. Só dizem o que eu não sou. Quem ou o que eu não sou. Quem ou o que eu não sou eu também sei, mesmo que me doa. Tenho minhas convicções que eu gostaria que fossem mais convictas, queria ter fibra pra nunca me deixar abater. Sei que nesse mundo nada é fácil, que trilhar caminhos é sempre cansativo. Mas eu canso. E quando canso penso porque comecei a andar. Não me arrependo da estrada. Não me arrependo de mudar de direções algumas vezes em tão pouco tempo de vida. Não me arrependo. Canso. Canso, choro e no silêncio peço arrego. Não conto pra ninguém. Não aceito dizer pra ninguém que canso. Mas queria ser tão forte quanto eu pensei que era. Queria ser tão inabalável quanto pensei que era. Talvez eu seja. Talvez seja só o cansaço. Sinto que ninguém entenderia se eu falasse. Sinto que ninguém entende. Porque as pessoas nem sempre captam isso no nosso olhar. Esse olhar que eu dissimulo tentando não enfraquecer. Minha voz sobre isso é sempre muda. Escrevo porque não preciso falar. Preciso pensar. E é como se como o som não sai ninguém sabe. Minha voz. Voz instável. Voz muito característica. Se a voz é o sopro da alma eu digo: minha alma é reservada pra esses assuntos, mas quando sai, me entrega uma pessoa que não sei quem é. Eu, minha voz, minha alma. Uma confusão?  Um caminho. Algo que não sei dizer. E enquanto eu e minha voz não entramos num acordo, fico aqui calada. Deixa meus dedos falarem e quando eu tiver menos perdida a gente conversa. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Doce Mel...

Doce.. doce.. doce... 
Dizem que a vida é um doce... mas eu acho que a vida não é um doce qualquer... a vida é Mel... 
A vida tem olhar bonito, ingênuo e cheio de vida...
A vida tem sorriso fácil, contagiante e maroto...
A vida cativa a gente, tê-la nos faz feliz. 
A vida não é fácil... e ela sabe disso... sabe que viver é um desafio maravilhoso. A vida tem formas, e jeitos diferentes, pra cada um a vida se apresenta de uma forma e cabe a nós cativá-la.
Sabe, a vida me ensinou a voltar a sorrir, me lembrou de quem eu realmente sou, me fez me ver através dos seus olhos e me aceitou de graça, quando nem a morte me queria. A vida é sensivel, é mutante, é alegre, é triste. A vida  é rica, é pobre. A vida chora. A vida é de verdade. A vida é tão delicada, mesmo quando as pessoas não imaginam que ela é. Mas a vida é cheia de vida, e por isso é forte, e mesmo quando ela parece fraca e nem se dá conta, ela tá sendo forte. Porque a vida é forte, brava, resistente, e não para nunca. A vida sabe quem ela realmente é.  A vida é uma graça, sou muito agradecida de poder conhecê-la. 
Um dia eu senti a vida de graça, e pude cantar pra ela a canção que sempre me faz me sentir melhor... 
A vida é uma energia preciosa, que não se aparece completamente para qualquer um. A vida é sabida, sabe pra quem ela se apresenta e de que jeito ela surge. A vida é uma criança feliz, uma adolescente cheia de confusões e uma mulher forte digna de que escrevam poesias, musicas e livros falando dela. A vida é o presente mais precioso que recebi nos últimos tempos, me veio de graça, e de graça fui pra ela.  Porque a vida é fascinante, e tive que enxergar a alma dela e mostrá-la a minha. Sabe, pra vida dei minha verdade, pra vida dei meu coração, pra vida eu pude ser eu mesma e quis que ela fosse ela mesma. Todo mundo supõe que sabe o que é a vida, e eu posso dizer: vocês de nada conhecem a vida que dizem conhecer, porque a vida meus caros, a vida é Mel! E Mel é minha irmã, minha irmã de alma, minha irmã de outra vida, a quem eu amo muito e nada vai me distanciar dela. Não fui eu que escolhi, tão pouco ela me escolheu, a vida simplesmente acontece porque Deus quer, e quero passar o resto da minha existência cuidando sempre da minha vida, de perto, até de longe, mas vida é pra ser cuidada, amada e respeitada. Minha vida, minha Mel, meu doce... Você é, sempre será minha irmãzinha mais nova... seu nome nunca será riscado do blog da minha vida, você nunca sairá da cena do meu espetáculo, porque a energia da vida que nos une, é doce como você Mel, e tão cheia de afeto como você é de vida... e com a certeza que tive no dia em que "eu" te disse que somos irmãs... a gente nunca mais vai se perder!
Te amo Mel... conta com sua irmã mais velha aqui para o que você precisar... pra tudo mesmo... eu vou estar sempre aqui... louca pra saber noticias da minha VIDA! 

terça-feira, 22 de março de 2011

Velha...


Tanta vida. Tanta vida vivida. Tanta vida por viver. Será que a idade que nós temos está mesmo no RG ? Penso que sou muito velha. Sim, minha juventude e imaturidade escondem uma velha. Sou rabugenta, reclamona, tenho manias relacionadas à objetos e à posse deles, gosto de fazer bolo pra receber visita, bolo de fubá, de chocolate se a visita preferir, gosto de ficar quieta, que me deixem ser invisível esquecida numa canto da sala perdida em meus pensamentos, gosto de ouvir músicas velhas, cafonas até, gosto de ler, de sentir o cheiro das páginas e morro de ciúmes do objeto viajador que chamam de livro, gosto de escrever sobre a vida vivida e a vida que não vivi, gosto de lembrar dos amigos do passado com os quais troco cartas eletrônicas dizendo de como sentimos falta daquele tempo, tenho poucos amigos, não recebo muitas visitas, passo o dia refletindo e matutando sobre tudo, me perco na minha própria cabeça e muitas vezes as pessoas não entendem a intensidade do que eu quero lhes falar, acho bonito botar grampos no cabelo e usar vestidos, gosta da companhia silenciosa dos gatos, tenho o olhar perdido, tenho um ar sublimado de loucura, gosto de relembrar, as pessoas não me dão muito valor, não levam o que eu falo muito à sério, acham meus conselhos “meio sem pé nem cabeça”, não sabem que eu já vivi, que eu já sofri perdas irreparáveis, já amei com a força da minha alma, já chorei, já calei, já senti, já fui insensível, já rezei pra morrer, já me cansei dessa vida, já perdi a esperança, já achei que não tinha mais o que inventar pra fazer nesse mundo, já olhei a morte com indiferença, já olhei a vida como coisa qualquer, já tive medo de partir sem deixar nenhum legado, já tive medo de morrer e não ter quem chore por mim, já estive rodeada de amigos, já estive na mais profunda solidão olhando horas a fio para parede branca de um quarto, já fui triste, já fui feliz, gosto de sapatos confortáveis e de roupas floridas, gosto de olhar os jovens e rir das suas imaturidades, acho que ainda não vivi o suficiente pelos planos de viagem que eu me fiz, gosto de laçarotes e rococós, e pó branco e rouge, gosto de ser quem eu sou, sonho em ser outra coisa, amo reticências... Se eu não falasse minha idade talvez achasse você que sou sua vó. Mas não tenho a cabeça branca nem rugas na cara. Tenho uma alma marcada, mas que mesmo cansada, sabe que muitas macas ainda receberá. Sei que muitos dirão que ainda não vivi nada. Concordo. Ainda quero viver muito mais, preciso ter filhos, netos, pra quem sabe então eles me reconheçam como eu realmente sou, e vejam nos meus olhos o brilho da juventude. Mas vou lhes contar um segredo, no fundo nem eu mesmo me reconheço, e os meus textos ora, são assim, metade da velha covarde e doce que mora em mim, metade da jovem perdida e curiosa que conheces de outrora.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Livremente...

Liberdade... Ah.. quem tem? O que é isso de verdade?
Não ser preso a nada, ninguém... seria isso?
Ou ser preso espontaneamente?
Estar sozinho não é bem estar livre, estou certa? É porque muitas pessoas se prendem na solidão... ou são livres nela?
Posso falar de mim... Fiz várias escolhas livres na minha vida, outras nem tanto. Escolhi livremente estar onde eu estou, com quem eu estou e fazendo o que eu faço... Será que foi livremente mesmo ou isso tudo de liberdade é ilusão? O que é ser livre? Como você sabe que você é? Será que a tua "liberdade" é real?
Oras, quantos questionamentos!- você pensa. Mas sinto lhe informar que só assim eu e você chegaremos a uma respota, pode nem ser um consenso, mas uma resposta que seja válida. Pense ai... o que é ser livre? eu já fui livre? como é se sentir livre? eu ja senti isso de verdade? o que me falta pra ser livre? por que eu busco essa tal liberdade? Não sei se você quer se questionar sobre isso como eu estou fazendo, mas acredito que é bom pensar sobre isso... Quem sabe até nos tranquilizaremos dessa busca constante e descontrolada por essa coisa chamada liberdade que ninguém sabe direito o que é... O que o dicionário, os filósofos, o google... o que eles dizem é o que a gente busca ou isso é utopia? Desculpa, mas eu não vou te responder... queria que você me dissesse... que me ajudasse a entender e localizar o que é viver livremente... com liberdade brotando pelos poros...
O unica coisa que entendi sozinha é que ser livre não é igual a ser inconsequente. E que me sinto supostamente livre quando penso... sinto... sorrio comigo mesma... aprendo coisas novas... fico quieta, só com a minha consciência...  e agradeço por todas as belezas e desastres da minha porque tudo me  transforma em algo, alguém que eu nem sabia que poderia viver e suportar tudo isso... sou livre quando não deixo as pessoas conhecerem quem eu realmente sou essencialmente e principalmente quando me deixo conhecer por pessoas que me transformam de algum jeito. Só posso dizer com certeza isso. se é que eu tenho certeza de algo. E que livremente posso dizer que algumas pessoas me fazem me sentir livres mesmo que em silêncio, que é quando mais sou livre. E você ai, me ajuda, me responde... preciso saber... E viva a essa tal liberdade!