sábado, 6 de dezembro de 2008

O Objeto

Pude então
Estar aqui
Sem recordações
Do que vivi
Só no pensamento
Timidamente eu ouvia sua música
E sentia os estalos do seu caminhar
Eu queria ter minha foto estampada em sua blusa
Minha carne em sua unha
Dentro e fora de você
Molhando a minha língua
Abrindo a cortina
Iniciando a rotina
Ativando os calafrios
Sinto a pele esquentar
O espelho e as verdades
O objeto das vontades
O espelho e as vontades
O objeto da verdade
Deita-te comigo
Sem tu mesmo estar aqui
Dance nos meus sonhos e me implore a pedir
Para que eu abra os olhos.
Quente como asfalto
Os lábios se tocam
O vento sussurra
Um murmúrio de arrepiar
Sufoca-me
O sangue treme
As pernas fervem
Respiro a volúpia dos encontros casuais
Sufoca-me
Mata-me depressa
Perco a voz
Quero mais
Meus sentidos estão apurados
Perco a voz
Quero mais
Ardente e quente como asfalto
O suor embaça os meus olhos
E o calor me derrete pra você
O sangue ferve
Silêncio e a vontade de gritar
Respiro, perco a voz
Mormaço
Mata-me depressa

2 comentários:

Duuh!. disse...

PERFEITOOO!!!

meeei Danii. ;D
messmo, messssmo.


beeijokas.

Hebertt disse...

Alem de atriz, publicitária ainda e poetisa?Poxa meus parabéns como sempre está perfeito o seu post. Vou te apelidar de Bombril mulher 1000 e uma utilidades. Hahah não quer casar comigo não? Esta bom eu sei que sou novo mais e praticamente perfeita