sábado, 17 de julho de 2010

A Carta...


Não dá mais pra negar, fodeu!
Você tá indo viver um novo mundo, buscar seu sonho, ter outras experiências, abrilhantar a vida de outras pessoas, levar sua luz e a sua criança interior [q é uma das suas melhores partes] pra deixar a vida de outros tão mais felizes como você deixou a minha.
Te conhecer foi uma das melhores coisas que me aconteceu na EAC.
Você não é só lindo, engraçado, talentoso, você é principalmente uma das melhores pessoas que eu conheço e tive o prazer de conviver e dividir o palco.
Um ser que a gente tem vontade de levar pra casa só pra não ficar longe. Tão pouco tempo, mais pra mim você é tão importante que já virou meu irmão caçula, de alma.
Amigo de verdade como os amigos devem ser, com suas palhaçadas, seu bom e mau humor, as tiradinhas sarcásticas, seus surtos estrelares, seus vícios a la Broadway, suas chegadas cantarolantes nos ensaios, suas birras, suas lágrimas, seus sorrisos, seus segredos, seus sonhos e seu talento... tudo que tem em você, vai fazer muita falta na minha vida, e não poder mais ter tudo isso pessoalmente durante a semana vai doer sempre.
Mas espero que você descubra outros mundos e seja muito feliz sempre, porque meu anjo, eu te amo muito e quero muito te ver cada dia mais feliz, e quero te encontrar nos palcos muitas vezes ainda, faremos alguns musicais juntos só pra não perder o costume meu garoto Broadway.
Você já sabe que pode brilhar, não tenha medo nunca, de nada, isso é só o começo, porque você pode conseguir tudo o que você realmente quiser, e como os velhos conhecidos, estaremos eternamente unidos, pra o que você precisar. Curta esse despertar de uma nova primavera na sua vida intensamente e venha me visitar, ou me convide pra te visitar em vez de quando, ou pelo menos mande um “oi” quando se lembrar, porque benhê, não vou esquecer de você jamais!

Te amo FELIPE CADOR s2

domingo, 11 de julho de 2010

Focando...

Quando estiver trabalhando, trabalhe. Quando estiver malhando, se concentre. Quando estiver almoçando, almoce. E na faculdade, estude.

Veja se a seguinte cena te parece familiar:você chega no trabalho, abre seus emails, fuma um cigarro ou toma um café (não faço nenhum dos dois...) e começa a fazer o que tem pra fazer.
Se é redator, pega o job de onde parou. Se é contorcionista, treina um giro novo, sei lá. Aí resolve abrir o Orkut do moço. Tem lá um recadinho "suspeito". Aí você entra na página da menina. Vê as fotos, vasculha todos os recados, vê os amigos em comum. A mente começa a viajar. Pronto. Seu dia de trabalho já era. Ou no mínimo algumas horas, até você ligar aos berros pra ele, armar um barraco e descobrir que não era nada daquilo. Ou então alguém no Msn te diz que talvez pode ser que quem sabe tenha visto seu namorado naquela festa badalada, enquanto, na verdade, ele estava trabalhando como havia te dito. Até provar, sua concentração morreu. Seu roteiro, seu projeto com prazo, sua prova de amanhã na facul.
É tão fácil na teoria, se dedicar ao right now. Mas é tão, tão difícil na prática.
Desligar. O que ele estaria fazendo? Com quem? Porque não retornou a ligação? E o celular desligado? O que significava?
Pára tudo! É preciso focar. Senão vira um bolo e nada sai direito. O trabalho sai mal feito, você sai da aula sem aprender absolutamente nada e da academia sem malhar o que deveria. E, no final das contas, se ele estiver mesmo em uma suruba intergalática com modelos da Vogue RG, o que você vai poder fazer naquele instante? Nada. E na pior das hipóteses o cara era realmente um imbecil que não te merecia e você, enquanto estava fritando sua úlcera, poderia estar lendo um livro bárbaro ou vendo aquele filme que todo mundo está falando. Você fica sem namorado e sem cultura, com o trabalho prejudicado e os exercícios mal feitos.

Portanto amiguinhas, como diria Palmirinha, vamos nos tornar mulheres interessantes, cultas, gostosas, desencanadas e de estômagos intactos. Eu acho terrivel, uma verdadeira falta de tempo se matar por causa dessas coisitas, mas conheço muita mulherzinha que morre por causa de um scrap. Cadê a auto-estima mulherada? Não confia no taco não? Vamos deixar de ser neuróticas, vamos? É a gente que ganha. E se ele merecer, vai saber valorizar a namorada foda que tem. Afinal, vão-se os canalhas, ficam-se os bons livros (minha biblioteca tá cheia.. por que será? rs...)
Eu sei, eles são necessários, mas aprendam algo que me falaram um vez e levo pra vida toda e sempre deu certo pensar assim ( sofre menos.. batata!): "não existe o homem da sua vida, existe sim, o homem do momento da sua vida, se não deu certo com esse, relaxa, tem sempre um próximo".
A gente não gosta de admitir o fracasso, mas nesses casos minhas lindas, o cara é que não presta mesmo, pois tenho certeza que você faz o que pode.

Selinhos... vários.. pra todo mundo... =P
Danielle Lima

Sentindo....

Esse post extra nessa semana é só porque tem uma coisa apertando meu peito, sabe?
Primeiro quero começar dizendo que tenho poucos, mas os que tenho, são os melhores amigos que alguém poderia ter. Tenho um amigo pra ser eu mesma, contar meus segredos e chorar no ombro. Tenho outro amigo pra falar mal e reclamar de tudo e de todos. Tenho o amigo certo pra rir e falar besteiras. Tenho o amigo ideal pra falar putaria. Tenho também o amigo perfeito pra rir dos outros e fazer maldades. Tenho amigo que é quase um filho. Tenho amigo que é quase um pai. Tenho amigos que são tudo isso junto.
O fato é que não sei demonstrar meus sentimentos; nem pros meus pais, nem pro meu marido, muito menos pros meus amigos. E hoje eu quero dizer pra todos eles: amo vcs, e independentemente do rumo que nossas vidas tomarem, vou sempre amar. Tem um lugar especial aqui dentro de mim pra cada um de vcs, e vai existir pra sempre. Mesmo os que não falo sempre, ou os que falo todos os dias, mesmo pros que moram perto, ou os que mudaram e estão se mudando pra outras cidades, mesmo que vc nem imagine, eu vou te guardar pra sempre.Dizer "adeus" a pessoas, cidades, situações, relacionamentos, escolas, faculdades, pra grupos.... nunca é fácil.... Quando essa decisão faz você recomeçar tudo denovo, principalmente pra mim que não faço amigos de verdade com facilidade, é muito mais dificil decidir e dar "adeus". Quando são vocês que vão pra longe, meu coração se corta, mas to aqui sempre pra quando algum de vocês precisarem, mas quando sou eu quem está se despedindo, parece doer muito mais pra mim.Claro que o que é de verdade nunca passa, que a distância não apaga uma amizade, que quando a gente se reencontrar vai parecer que foi ontem... mas é claro que sempre tem algo diferente, eu provavelmente não farei mais partipação nas cenas principais da sua vida, talvez eu não esteja mais ao seu lado quando bater aquele dúvida ou uma deprê... e vai ser estranho sempre... a gente se acostumar a estar assim... sem poder se tocar, abraçar, cheirar e olhar no fundo dos olhos sempre que quiser... mas pode ter certeza que estarei sempre pensando, lembrando, amando e buscando o brilhos dos seus olhos, seus cheiros, suas risadas, suas lágrimas, aqui no lugar onde reservei só pra você, e nesse momento estarei perto denovo e espero que faça o mesmo pra que eu possa estar perto de você também. Ei cara, eu sou a mesma. Aqui ou no Japão vou ser sempre a retardada sentimental, que só fala merda pra não parecer intelectual, que não sabe se é adulta ou adolescente, e que tem duas orelhas gigantes e óculos com lentes anti-reflexos, pra te ouvir sempre, escutar nossas musicas, falar ao telefone e ler sempre seus scraps, tweets, mensagens, e-mails e tudo mais... 
Droga! Meu coração apertado, tá apertando meus olhos e tá saindo água deles....
Droga! Vou sempre amar meus amigos e desejo tudo de melhor pra eles e ... vou parar por aqui porque quando fico sentimental demais perco a lógica textual...rs..

Beijos, abraços, cheiros, sorrisos e canções pra vcs... =´ )
Danielle Alves Lima...

sábado, 3 de julho de 2010

Sendo mulher-maravilha-comercial-de cerveja-mais-macho-que-muito homem...


É tudo muito bonito na capa da revista feminina.
Como ser mãe, gostosa, malhada, diretora “quadrilingue”, esportista, acordar na chapinha, de salto agulha, ser divorciada (casamento está out) e sustentar um super apê descolado e uma escola bacana pro seu filho, que só anda vestido por grandes designers.
Ter namorado, amante e 15 orgasmos a cada transa – você tem que transar no mínimo três vezes ao dia.
E no outdoor de uma marca gringa naquele shopping, é exatamente essa foto: uma modelo (leia-se magra, de cabelo incrível) com uma roupa luxo um bebê no colo, uma pasta e um squeeze.
Meu Deus! Socorro! É isso que querem de nós?
O pior é que a gente acabou comprando essa idéia. E os outros passaram a exigir essa mulher-maravilha-comercial-de cerveja-mais-macho-que-muito homem. Eu mesma já me peguei choramingando esses dias me cobrando tudo isso. Cadê o meu emprego bacana onde serei uma grande líder e poderei sustentar tudo isso? Nem consigo organizar minhas contas, juntar a grana conforme a planilha que fiz pro o ano, nem comprar coisas que eu preciso. Já faz um ano que não vou à academia, porque mesmo malhando horas por semana, a minha bunda não ficou parecendo nem um pouco com a da gostosa do outdoor.
Mal consigo tempo pra conversar com meu marido, vou eu ter amantes e 15 orgasmos por transa [sendo 3 transas por dia] de que jeito?
Me desespero pra realizar bem meu trabalho, pra fazer bem o que me proponho a fazer e pra isso quase infarto, como mal, mal consigo fazer as unhas e por que eu não consigo fazer tudo isso e estar linda na balada, hein? Nem saco pra ir num cineminha ando tendo.
Acho que é hora de respirar, eleger prioridades, aceitar que não somos invencíveis, pedir colo e ajuda sempre que precisarmos. Vale tirar uma soneca ao invés de malhar. Acordar de cara amassada, comprar pão (não integral) de chinelão de vez em quando. E ser mais low profile, por favor!
Posso?
E mesmo assim... nós somos mesmo mulheres-meninas-poderosas, só não igual nas revistas né? Uma pena...rs....

Beijinhos... :*
Danielle Lima

domingo, 27 de junho de 2010

Atrás da cena...


Vocês sabem que sempre me arrisquei no mundo teatral, né?. Já vi muitos espetáculos serem montados, grandes e pequenos. E é sempre a mesma coisa: no final, tudo fica lindo!
 Mas a montagem é tensa, dá trabalho, muitas vezes gera brigas, e no “behind the scenes” atrás do cenário, há os fios passando, material, gente correndo de um lado pro outro, problemas a serem resolvidos, um objeto fora do lugar, etc. Quem chega a um show, teatro, festival ou evento especial que seja, fica – na maioria das vezes – maravilhado com o resultado e nem imagina nada disso.

Esses dias estava pensando na inveja. Sim, todos sabemos que esse é um sentimento bem feio, certo? Mas, para algumas pessoas, creio que seja inconsciente – prefiro pensar assim. Tomo por mim: um dia uma menina chegou para mim e disse “Queria ser você. Você é bonita, inteligente, tem um astral ótimo, trabalha no que gosta, e forma um casal perfeito com o fulano”. Fiquei indignada. Como assim, queria ser eu? Mal sabia ela que trabalhar no que eu gosto não me dá dinheiro nenhum, e se não fosse por amar muito, não estaria ali, eu estou sempre endividada, com dinheiro apertado até para comprar comida, passo o maior perrengue todos os dias driblando tensões causadas por tudo isso, me senti super sozinha na maioria das vezes e... ok, inteligente eu sou mesmo, isso é indiscutível.

Nunca encontro o trabalho que me pague o básico e que continue me fazendo feliz, meu casamento “perfeito” também tem seus momentos de inferno, sou bonita ok? mas só porque Deus quer, mas já estive melhor, e o que me restou desse cenário foi apenas a inteligência e o bom humor que tento sustentar a todo custo, mesmo que em casa eu prefira ficar calada ou chorando sozinha. Sim, estou certa que estou reconstruindo coisas ainda maiores e melhores, mas o ponto não é esse. O ponto é que todo mundo tem um “behind the scenes” complicado, bizarro, triste, tenso, etc.

Vamos subir uma estratosfera no nível do exemplo:
Kate Moss - Linda, famosa, rica, fashion, blasé, tem uma filha linda.
Kate Moss - Viciada em cocaína, mãe solteira, casou com um cara que, na lua de mel, enquanto ela dava um rolê, a traiu no quarto do hotel com duas barangas que foram fazer um delivery de cocaína e acabaram por lá mesmo.

Qual a moral da história?
Não passar tanto tempo querendo o que é do outro. Fuçando a vida das pessoas, invejando os fotologs e orkuts alheios, achando que só você se ferra e todo mundo vive lindo na balada. Porque, com certeza, você tem problemas que consegue administrar, ou vai conseguir logo, ou eles vão todos passar . Pare de se fazer de coitadinho. Pare de pensar que os outros estão sempre na melhor. É bacana ser você. Mesmo com o behind the scenes. Dar uma aparadinha aqui, outra ali, um up aqui, outro acolá e se divertir. Afinal é disso que estamos falando né? Da vida! A vida que cada um tem, e que só muda, só melhora, se VOCÊ e ninguém mais, correr atrás pra que isso aconteça ok? E ninguém precisa ficar recebendo respingos da sua suposta infelicidade através da sua inveja, reclamções infinitas e mau humor constante. Acorda honey!

Bom, nada foi fácil na minha vida até hoje, mas mesmo com a tentação, busco não perder tempo me preocupando com a vida alheia. Gasto o meu tempo tentando construir o espetáculo que eu quero assisitir e que quero que os outros assistam, um espetáculo com sucesso de público, de crítica,(se isso for possível! impossible is nothing! rs...) e que sim, feito com muitos improvisos e percalsos, mas que tenho certeza que vai ser o melhor espetáculo que já fiz, o melhor evento que eu já organizei, e o melhor filme que eu já rodei... "Minha vida". E assim... sem querer me intrometer muito... acho que você devia fazer a mesma coisa.


Ai ai.. Carrapato não tem pai....rs...
Chega de pensar pessoa!
Vai se divertir agora...
Bjks sempre... t+

Danielle Lima ;)

sábado, 19 de junho de 2010

Saudades... quem diria...

Quando a gente é adolescente e passa a vida toda sendo controlado pelos nossos pais, não vê a hora de se livrar dessa clausura e vive dizendo " o dia que eu sair de casa, não volto nunca mais!" É ou não verdade? Principalmente quando rola aquela briga fenomenal com seu pai, do tipo que ele joga na sua cara que te deu tudo do bom e do melhor e que você é que não sabe reconhecer, nessa época você só pensa e até diz pra ele " não fez mais que sua obrigação, afinal, você é meu pai!"

É estranho assumir que pensamos assim, e que muitas vezes por mais que amamos papai e mamãe, temos vontade de sumir com eles ou ao menos a gente mesmo sumir da vida deles pra não ter que aguentar nenhuma lição de moral. Não há nada pior do que você ter certeza que é um ótimo filho, estuda, trabalha, não faz nada de mal, nem usa drogas e da sua familia você é um exemplo em relação aos outros da sua idade, e mesmo assim, ouve dos seus pais várias reclamações (infundadas na sua opnião), e ainda escuta horrores vindo deles em relação a você e não, nenhum tipo de reconhecimento por ser ótimo no que você faz, ser um destaque no que se propõe a fazer tipo : ganhar aquele campeonato, ter a melhor nota da sala, ganhar prêmios , passar no vestibular ( entre os primeiros colocados por sinal), ser super elogiado por todos pela sua educação e cultura, enfim, tudo isso parece não valer a minima pra seus pais, aliás, parece que só enxergam que você chegou tarde em casa ( mesmo que isso não seja comum pra você), que você deixou de fazer alguma tarefa pra eles, ou que você não tem a profissão e/ou nem o trabalho que eles queriam que você tivesse; essas e outras coisas parecem ter mais brilho na hora de sermos agraciados por sermões dos nossos pais. Não é sempre que isso acontece, mas quando acontece, a vontade de chutar o pau da barraca, falar o que vier na cabeça, ou até mesmo ir embora de casa entram e saem da nossa mente um milhão de vezes.

Oras, temos que reconhecer, nossos pais são uns heróis, são ótimos, realmente te deram tudo que foi possível, amam você sem dúvida e só querem seu sucesso, mas que eles conseguem magoar e ferir nossos egos, isso eles fazem muito bem! Na época de adolescente você não entende muito bem porque eles tem essa dupla personalidade, porque eles não te elogiam na sua frente, mas você sabe, que pros amigos deles, eles te põe num pedestal, daí você se pergunta " custa assumir pra mim que eu sou bom e parar de reclamar de mim?" Bom, a gente sabe que eles não vão fazer isso, então como cada um de nós lida com essa situação é bem diferente: alguns discutem, brigam e arrumam a maior confusão em casa e até saem de casa, mas infelizmente pela porta dos fundos, deixando em casa apenas a decepção nos corações dos pais. Outros (me incluo nessa categoria), apenas engolem seco todos esses momentos, e como todos os outros, tentam arrumar um jeito de sair dessa situação, alguns saem de casa, outros nunca saem (talvez por pirraça...rs..!) Os que saem tem duas opções normalmente: saem de casa casados, fazendo a maior festa e juram que só estão saindo de casa por amor a outra pessoa com quem estão casando e nada mais, outros resolvem bater cabeça sozinho, arrumam um lugar pra morar, um empreguinho pra se manter e ficam comendo o pão que o diabo amassou calados em casa sozinhos, pra não dar o braço a torcer que é fogo viver sozinho, sabendo que papai e mamãe não vão mais pagar suas contas e que vai ter que deixar de ir em algumas baladas, comprar algumas futilidades entre outros, pra poder pagar a conta de luz do seu cafofo e por aí vai.
Enfim, fazemos de tudo pra poder nos livrar da casa dos pais e isso não quer dizer que não os amamos e os respeitamos infinitamente, significa apenas que queremos cultivar nosso senso de individualidade e que não queremos mais viver sobre aprovação dos outros e sim tomar nossas decisões sozinhos (claro, nos livrar dos sermões deles também! rs...).

Maravilhoso não é? Sair de casa, independente de como for, é sempre muito bom. Mas melhor ainda é poder depois de passar a adolescência, reconhecer o quanto seus pais são maravilhosos, e se você hoje é o que é, mesmo sem eles não terem te incentivado como você queria, você deve isso a eles, mesmo que você ache que não, pois na pior das hipóteses, você chegou lá nem que tenha sido só pra provar pra eles que estavam errado a seu respeito e que você é sim uma pessoa responsavel, competente e orgulhavel! (Aliás, quem disse que eles não te esculacharam de caso pensado exatamente pra despertar essa força em você?)
Não dá pra reclamar desses seres que nos aguentaram por 18, 20 ou até mais anos, com todo amor e disposição, fornecendo tudo que nos era necessário (dentro do possível) pra chegar onde estamos.
Faltam alguns dias pra eu ver meus pais denovo, os dois estão em viagem de férias no nordeste, e isso me fez lembrar dessa fase de confusões e pensar o quanto eles foram fundamental pra eu me tornar a figura que sou hoje. Se sou forte, independente, decidida e batalhadora (isso os outros quem falam...rs...), sou assim porque de um jeito ou de outro eles me fizeram ser assim, seja por meio de brigas, esculachos, me desafiando a provar a eles o quanto eu era boa, ou nos momentos de carinho, risos e muito amor que sempre me deram.

Sim, sinto muita falta deles, saudades imensas, mas sei que eles tmabém sentem saudades de mim. Não que eu não fale com eles sempre, mas reconheço, não sou do time das pessoas que sabem demonstrar os sentimentos aos outros, e tenho um pouco de aversão a falar no telefone com pessoas que eu tenho saudades (confesso, dá vontade de chorar só porque não posso abraçar via telefone). Não muito tempo distante deles, mas por diversos fatores e principalmente pela correira e pelo ritmo de vida que eu tenho tido, talvez eu peque pela qualidade do tempo em que estamos juntos, e sinto muito por isso.
Mesmo que eu saiba que depois que eles voltarem,  voltaremos também a rotina, e provavelmente tão cedo aprenderei a dizer o que realmente sinto, só de saber que ainda tenho a possibilidades de abraçá-los e dizer o quanto eu os amo é fantástico. Nessas horas, a gente esquece tudo que ouviu deles e que nos machucaram e sim, repensamos tudo que fatalmente falamos ou fizemos que os machucaram também, e no meio daquele abraço saudoso, só pensamos em eternizar os momento felizes que eles nos proporcionam e quão feliz a gente é por eles existirem e nos amarem também, do jeito deles, as vezes demonstrando e muitas vezes não, mas certeza que amam.
Bom, vou parar por aqui, já escrevi demais hoje e já tô começando a chorar, coisa que não é muito comum pra mim admitir (adoro me fazer de forte e insensível, fraca jamais! eu sei.. isso é idiotice, mas fazer o que? mulherzinha sagitariana é fogo...rs...)


Bjos anjinhos!
Apoveitem bem o findes e até o próximo post....
Danielle Lima :)

domingo, 13 de junho de 2010

Digerindo...

É... eu gosto mesmo de optar nesse b-a-ba  que é esse mundo.
Gosto de ter opnião e falar o que penso mesmo.Sou irritante as vezes, eu sei.
Mas.... tem coisa que calam a gente, me calam e principalmente me pertubam, e as vezes, é preciso desabafar.
Passei minha aparentemente inútil tarde de domingo congelando de frio, e deitada na cama, zapeando despretenciosamento com o controle remoto, quando parei num filme e meio sem por que nem pra que comecei a assistir o documentário do José Padilha "Ônibus 174". Terminei de assistir meio sem saber o que pensar manja? Fez 10 anos ontem que aconteceu o sequestro do ônibus 174 do qual o documentário trata, no Rio de Janeiro, que terminou com a morte do seqüestrador Sandro do Nascimento e de uma das reféns, Geisa Gonçalves, com tiros disparados pelo bandido e pela polícia. Com imagens das emissoras de televisões e gravações próprias, o diretor José Padilha constrói uma narrativa dupla que mostra o desenrolar do seqüestro e a trajetória pessoal de Sandro intercalados com depoimentos. A família, a tia e alguns amigos são entrevistados, além de policiais que participaram da operação (um com o rosto coberto devido à proibição de dar entrevistas por parte do batalhão), alguns reféns, o viúvo da vítima e, até, um assaltante “profissional”.
O que acabou me deixando sem palavras hoje, já que na época em que tudo aconteceu eu não fazia noção do que se tratava, foi pensar o que será que eu posso e devo fazer pra que isso não se repita? Não tô querendo fazer média de boa cidadã não. Só que eu tive a sorte do destino ter me dado pais trabalhadores, um irmão ajuizado e condições de ter estudado bem, morado bem, conseguido o que quis por ser aceita , apesar de não ser da classe A, nessa nossa linda e maravilhosa sociedade... Você, só por tá lendo esse post também tá a mil anos luz na frente no quesito inclusão na sociedade do que o tal Sandro.
Não to falando que o cara era gente boa, nem que era inocente, nem nada. Só tô pensando na merda de vida que esse cara levou, nas oportunidades que ele não teve, no sofrimento e na rejeição, que ok, não justifica nada, mas alimentou tudo o que aconteceu. E hoje meu? E hoje não tem milhares e milhares de Sandros por aí?A gente sabe muito bem que tem... e oras... o que você tem a ver com isso? Esses Sandros que estão por ai e os que nascem todos os dias, são os mesmo que podem se revoltar contra a nossa lindissima sociedade e te roubar na porta de casa, e meter um tiro na cabeça do seu pai quando ele for estacionar o carro, roubar a sua mãe no farol e por ai vai...
Pra mim, pensar nisso é um soco no estomago que me trás um peso na consciência de não saber direito o que fazer.. e pior... não estar fazendo nada...
Enquanto eu descubro o que fazer... pensa ai tbm....
Começa parando de reclamar que seu celular tá arranhado e que não foi naquele show e tantas futilidades mais... e de reclamar que tem tanto crime nesse país.. porque se você não faz nada pelos Sandros da vida... eles fazer por eles e por você... e acho que você não vai curtir muito não...#FICADICA


Estalinhos... ;)
Danielle Lima